quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Diabolique

E então vem a sublimação de um todo. A percepção do que é, era e há de ser... Então seu desejo consome teu sono, o desejo daquilo que não pertence à tua alçada... Ignomínia há de ser portentosa e opróbrio te consome, levando toda a lascívia ladeira abaixo, num rio de eterna luxúria e torpor...
E aí, ocorre a obliteração: O desejo carnal se manifesta e se torna seu próprio senhor e servo, comendo a carne, dilacerando o espírito, sujeitando a dor e a agonia em troca de um impulso primitivo...
Há de moer a tristeza com um gole do lívido cálice de desprezo, sentindo-se o melhor dentre todos os mortais... Levanta a cabeça, e retorna à realidade: O inferno está entre nós... Somos nossas próprias deidades levianas, sem arrependimento, sem leis, sem causa... Devora a própria carne no âmago do ser, e finda a tua existência...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A desolate place: Our hearts


Passamos toda uma vida buscando um sentido, uma razão para preencher o vazio que está em nós, o buraco que existe em nosso coração...
Buscamos com apreço uma saída deste caos, deste mundo de destruição, e nos deparamos com nossa mente, com a desolação de nosso coração...
Solidão escrita na alma, feita com a criatividade da imaginação...
Estamos nos afeiçoando com as ruínas que estamos cavando para o futuro...
Desesperança? Não, apenas uma visão realista do que nos move em direção à saída: Extinção

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Thou shalt not live...


Máscara de carne... Aspirações de mentes caídas e insanas... Máscara de carne, sorrisos para esconder a dor e o vazio dentro do coração...
Máscara de carne, a saída para a tristeza mortificada na alma... Máscara de carne, tentando evitar o fim iminente...
Assim caminhamos rumo à extinção, com máscaras de carne, e palavras vazias ditas em vão...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

You live in hell, now you're trying to die...

A desolação sufoca tua alma, consome tua carne até que a concupiscência seja obsoleta...
Tua mente, aprisionada neste pesadelo que é viver... Clama por obliteração, mas não há saída em escapar por covardia...
Desesperança não é equivalente a realismo...
Consome teu desespero e grita aos céus... Nada te ouvirá... O espectro do abandono é indiferente... Desolação urbana, bilhões de vidas desperdiçadas neste mar de caos que é a globalização...

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Obliteration never look so divine!!!!!!

Acorde, perceba que já vives no inferno... Agora, você tenta morrer, mas percebe que isto não é forma de viver... Estamos todos caminhando como mortos ao amanhecer...
Cidades cuspindo podridão, ditando consumo e escravidão... Seja mais um enganado, comprometido, desalmado...

Devirgination et le Sang


Come as entranhas, dilacera a carne como se fosse tua propriedade... Rasga o véu da inocência, corrompe com sangue a moralidade da infância...
Estirpe de tolos desbravando a vida... Correm aos montes, saqueando e deixando para trás as feridas.
Deidades de uma história desconhecida, caminham noite afora, atormentando e afugentando os seres do dia...

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

The Pledge


Eu visualizo o pequeno desejo a que tenho fitado

Por que você está tremendo?
O menino solitário olha para cima para o céu ensolarado que não possuí nenhum significado.

Onde está a filosofia da primavera?
A promessa a muito perdida
Não pode mais ser ouvida.

Conforme o tempo passa, muda de forma e desaparece
Mesmo agora depois de meu coração ter sido tirado e apodrecido
Minha voz miserável e solitária

Onde está a filosofia da primavera?
A promessa a muito perdida
Eu não posso mais ser ouvido.

Essa é minha garantia a você
Eu não posso viver prosperamente ainda
Mas acredito que posso mudar

Mesmo se o amanhã me deixar viver
Os dias não mudarão
Eu não acabarei
Se meu coração ferido desabrochar novamente
Então me responda...

Eu não posso confortar ninguem.